A ESTRUTURA DO CAPITAL DE GIRO

A ESTRUTURA DO CAPITAL DE GIRO

Assim como ocorreu no exemplo citado, caso o prazo de recebimento seja inferior ao de pagamento, pode ocorrer exatamente o contrário, ou seja, num determinado momento, aparentemente, ter muito dinheiro sobrando no caixa e, neste ponto, pode ocorrer um outro fenômeno, que é a retirada do saldo de caixa para investimento em outras contas, tais como ativo imobilizado, investimentos de longo prazo ou distribuição de “lucros”.

Observe que o recurso financeiro, ou seja, o dinheiro, gira dentre todas as contas descritas no esquema acima e, em algum momento, passará pelo caixa. O desafio, porém, é fazer esta roda girar de forma mais rápida de tal modo que o caixa mantenha-se mais irrigado e permitindo melhores negociações, que poderão favorecer um melhor lucro e, consequentemente, resultarão numa melhor situação de caixa.

Trocando em miúdos, quanto mais rápido o recurso que sair do caixa retornar na forma de recebimento de vendas, melhor será a situação de caixa da empresa. Neste ponto, há que se respeitar uma questão estratégica que pode ser de bastante relevância. Muitas empresas, com uma situação de caixa mais confortável, podem optar por financiar o seu cliente e serem remuneradas por isso. Exemplo: Se o preço à vista é R$ 100,00 e, estando a empresa numa situação de caixa que o permita, porque não vender com 30 dias por R$ 105,00 e garantir um ganho financeiro que irá aumentar o seu lucro?

Com base nos argumentos acima, pode-se concluir que o simples fato de a empresa ter lucro não necessariamente significa dizer que ela tem folga de caixa. O recurso gerado pelas vendas pode estar investido em mais mercadorias de estoque, talvez no “Contas a receber” por meio de uma maior concessão de prazo maior aos clientes, na conta fornecedores, por meio de antecipação de pagamentos, eventualmente em investimentos, ter sido utilizado para amortização de empréstimos e outros passivos, enfim, nem sempre estará no caixa.

Indicado por Ipaa Consultoria (Editado)